Polícia Civil do ES Desmantela Esquema de Fraude Relacionado à Venda Ilegal de Armas
Escrito pela Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Espírito Santo
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), através do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em colaboração com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP), prendeu um homem de 32 anos e uma mulher de 34 anos por envolvimento em um esquema de falsificação de documentos de registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), que facilitava a venda ilegal de armas de fogo com vínculos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
As prisões ocorreram nesta terça-feira (20), no bairro Vista da Serra II, durante uma operação que mobilizou 28 policiais, incluindo cinco representantes da PCSP. Além das prisões, a operação resultou em mandados de busca e apreensão executados nos bairros Feu Rosa e Nova Carapina, na Serra.
Conforme apurou a investigação, o homem já havia sido detido em 2024 por montar um site fraudulentamente apresentado como um ponto de venda de armas de uma suposta marca italiana. Durante essa ocasião, ele não apenas falhou na entrega dos armamentos, mas também comercializou dados pessoais de agentes policiais, que estavam sendo usados por organizações criminosas.
Enquanto o homem estava no sistema prisional, sua companheira continuou a operar o esquema. Liberado há cerca de dez meses, mesmo com o uso de tornozeleira eletrônica, o suspeito continuou a realizar golpes por meio das redes sociais.
O delegado Fabrício Dutra, chefe do DEHPP, detalhou o modus operandi do casal. “Eles criaram uma empresa fictícia no Sul do país, apresentando-se como representantes de uma marca italiana de armas. Os produtos eram vendidos, mas nunca entregues, e os dados pessoais de policiais eram utilizados ilegalmente para beneficiar atividades do crime organizado”, explicou.
As investigações esclareceram que não há policiais envolvidos na fraude; os servidores foram vítimas da utilização indevida de suas informações pessoais.
Um dos casos apurados remonta a cerca de cinco anos, quando um agente recém-aprovado em concurso teve seus dados utilizados durante uma tentativa de transação de compra de uma arma. Após ser advertido por um colega sobre o preço excessivamente baixo, o policial abandonou a negociação. Os suspeitos, após perceberem que não receberiam o pagamento, chegaram a registrar imagens em frente a uma delegacia, ameaçando o agente com a lavratura de um boletim de ocorrência por suposto estelionato.
Neste ano, a última ocorrência registrada envolveu uma vítima no Sul do país, que foi apresentada a um documento de compra falsificado, contendo a assinatura atribuída a um delegado da Polícia Federal, além de um contrato de compra e venda de armas também falsificado. A vítima foi induzida a pagar R$ 20 mil, sendo posteriormente cobrada em mais R$ 17 mil, valor que os investigados alegaram ser referente ao ICMS do produto.
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Polícia Civil do ES prende casal por fraudes em registros de armas ligadas ao PCC, desarticulando esquema de vendas ilegais.
Fonte: Polícia Civil-ES.