Ameaças Entre EUA e Irã Elevam Tensão no Oriente Médio e Preocupações com o Preço do Petróleo
As trocas de ameaças entre os Estados Unidos e o Irã intensificam a tensão no Oriente Médio, o que pode impactar significativamente os preços do petróleo no mercado internacional e afetar diversas nações na região. Recentemente, a Casa Branca enviou ao Oriente Médio o porta-aviões Abraham Lincoln, um dos maiores de seu arsenal, como parte de sua postura ameaçadora em relação a Teerã. O governo americano advertiu que os possíveis ataques poderiam ser “muito piores” do que os realizados em junho de 2025, caso o Irã não aceite negociar um acordo que impeça o desenvolvimento de armas nucleares.
Na última conferência, o ministério das Relações Exteriores do Irã, representado por Abbas Araqchi, negou que tenha solicitado negociações com os Estados Unidos ou contatado o enviado especial americano, Steve Witkof. Em contrapartida, no dia 28 de setembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para afirmar que “o tempo está se esgotando”.
Atenção no Estreito de Ormuz
As autoridades iranianas emitiram um alerta de navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, onde cerca de 20% do petróleo global transita. Em função do aumento das tensões, o Irã anunciou a realização de exercícios militares na área. Vale ressaltar que o país persa possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo e é o quinto maior produtor, ao lado de outros membros da Opep, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Analistas da Reuters apontam que a possibilidade de um conflito armado já resultou em um aumento no preço do barril de petróleo, que chegou a subir até quatro dólares em meio à incerteza.
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Protestos e Repressão no Irã
O cenário interno no Irã também é marcado por protestos contra o regime teocrático, que ocorreram no início de 2026. As manifestações, que têm suas raízes na Revolução Islâmica de 1979, foram impulsionadas por insatisfações com a falta de liberdade política e o alto custo de vida, exacerbado pelas sanções econômicas impostas pelos EUA e seus aliados. De acordo com registros de associações de defesa dos direitos humanos, as tensões resultaram em mais de 6 mil mortos e mais de 40 mil pessoas detidas, enquanto o governo iraniano relata cerca de 3 mil mortos, muitos dos quais classifica como terroristas.
O governo de Teerã atribui a interferência externa como a causa dos tumultos e adotou uma abordagem repressiva, que incluiu o bloqueio de serviços de internet. Informações da Reuters indicam que o presidente Trump considera a possibilidade de ataques direcionados a líderes e forças de segurança do Irã, com o intuito de encorajar os manifestantes a provocar uma mudança de regime.
Além disso, a situação resultou em novas sanções políticas e econômicas, aprovadas por diversos países europeus, que passaram a classificar a Guarda Revolucionária Iraniana como uma organização terrorista. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou: “Quem age como terrorista deve ser tratado como terrorista”, reforçando a necessidade de responsabilização daqueles que usam a violência contra seu próprio povo.
Com informações da Reuters, RTP e Lusa.
Oriente Médio: aumenta tensão entre Irã e EUA
Fonte: Agencia Brasil.
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