EUA emitem nova licença que facilita exploração de petróleo na Venezuela, excluindo potências rivais
O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) anunciou uma nova licença que visa facilitar a exploração de petróleo e gás na Venezuela, país que abriga as maiores reservas comprovadas do mundo. A medida, porém, veta a participação de empresas ou indivíduos da China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã nos negócios da indústria petroleira venezuelana.
A nova licença representa uma flexibilização do embargo econômico que tem impactado severamente a economia da Venezuela. O país, que já enfrentava uma profunda crise econômica, agora vê uma oportunidade de revitalizar sua produção de petróleo, crucial para sua renda nacional.
A flexibilização ocorre na esteira de recentes movimentos políticos na Venezuela, incluindo a proposta do novo governo interino, liderado por Delcy Rodriguez, de implementar mudanças significativas, como uma nova lei do petróleo que busca facilitar os investimentos estrangeiros e uma proposta de anistia para opositores políticos presos.
A licença emitida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA permite uma série de transações relacionadas à indústria do petróleo, abrangendo pagamentos, serviços de transporte, fretamento de embarcações, obtenção de seguros marítimos e serviços portuários e de terminais. Além disso, o documento autoriza operações de manutenção nas indústrias de petróleo e gás, como reformas e reparos em equipamentos usados para exploração, desenvolvimento ou produção de petróleo.
Contudo, a licença proíbe expressamente qualquer transação com entidades e indivíduos conectados aos países citados, ou aqueles que sejam controlados direta ou indiretamente por essas nações. A restrição foi criticada pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que denunciou a decisão como uma “discriminação flagrante”, considerando que Rússia, China e Irã já investiram no setor energético da Venezuela.
Apesar dessas movimentações, a produção de petróleo e gás na Venezuela permanece incerta. O Serviço de Informações de Energia dos EUA relatou que, embora as exportações de petróleo bruto estejam começando a recuperar-se desde janeiro, a capacidade de produção ainda depende de fatores externos e internos. A análise da agência estatal sugere que com a ampliação das licenças norte-americanas, a produção pode ser restaurada aos níveis anteriores ao bloqueio até meados de 2026.
A nova dinâmica na relação entre os EUA e Venezuela e os impactos da licença econômica permanecem sob a lente crítica de analistas e especialistas do setor, que observam atentamente as futuras desenvolvimentos nesse cenário geopolítico complexo.
EUA facilitam produção de petróleo na Venezuela sem China e Rússia
Fonte: Agencia Brasil.
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