Preços da Indústria Sofrem Queda em Fevereiro de 2026, segundo IBGE
Em fevereiro de 2026, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) das indústrias extrativas e de transformação revelou uma variação negativa de -0,25% em relação ao mês anterior, janeiro de 2026. Este resultado indica um cenário de deflação, no qual 13 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram diminuições nos preços.
Contexto Geral do IPP
O IPP é um indicador que mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, excluindo impostos e fretes, e abrange diversas grandes categorias econômicas. O índice acumulado em 12 meses permanece negativo, totalizando -4,47%. Em comparação, a variação acumulada no ano até fevereiro de 2026 teve um leve aumento de 0,07%.
Desempenho Setorial
Na análise de fevereiro, os setores que se destacaram pela alta de preços foram:
- Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: +1,73%
- Perfumaria, sabões e produtos de limpeza: +1,44%
- Metalurgia: +1,41%
- Vestuário: +1,32%
Por outro lado, a variação negativa mais significativa foi observada no setor de alimentos, cuja diminuição de preços de -0,87% teve um impacto de -0,21 ponto percentual sobre o índice geral, fenômeno se repetindo pela décima vez consecutiva.
A atividade de metalurgia colaborou positivamente, influenciando o IPP com um impacto de +0,10 ponto percentual.
Acumulado e Comparações Anuais
O acumulado do ano até fevereiro de 2026 é notável por sua leve variação positiva em bens intermediários, que registrou +0,29%. As variações mais intensas neste acumulado foram observadas na metalurgia (+4,19%) e perfumaria (+3,12%).
Considerando o acumulado em 12 meses, o IPP apresentou uma queda de -4,47%, levemente mais baixa do que o -4,35% registrado em janeiro. Os setores que mais influenciaram essa variação ao longo do ano foram:
- Impressão: +19,34%
- Refino de petróleo e biocombustíveis: -10,22%
- Alimentos: -10,00%
- Indústrias extrativas: -9,35%
Categorias Econômicas e Influências
Em relação às grandes categorias econômicas em fevereiro, a situação foi a seguinte:
- Bens de capital: -1,29%
- Bens intermediários: -0,25%
- Bens de consumo: -0,03%
Os bens de consumo duráveis apresentaram uma leve queda de -0,15%, enquanto os bens não duráveis mostraram resultados estáveis.
A influência sobre o IPP geral foi predominantemente negativa, refletida principalmente na categoria de bens intermediários, que respondeu por -0,13 ponto percentual na variação de fevereiro.
Detalhes Setoriais
Indústrias Extrativas
A indústrias extrativas registraram uma diminuição de preços de -0,61% em relação ao mês anterior, mas mantiveram uma variação positiva acumulada de +0,78% no ano.
Alimentos
Os preços dos alimentos continuam a cair, com uma variação negativa de -10,00% no acumulado em 12 meses, impactando diretamente o resultado do IPP.
Refino de Petróleo
Este setor também apresentou uma redução de preços de -10,22%, refletindo uma clara tendência de deflação neste segmento.
Metalurgia e Máquinas
A metalurgia teve um desempenho superior, com alta de 1,41%, e máquinas e materiais elétricos registraram o maior aumento entre setores, influenciando positivamente o IPP.
Dados e informações são provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refletem a realidade econômica do setor industrial brasileiro.
Para mais informações sobre o IPP, acesse o site do IBGE aqui.
Índice de Preços ao Produtor (IPP) é de -0,25% em fevereiro