Produção Agrícola Brasileira: Estimativa de Abril de 2026 Revela Crescimento de 0,7% nas Culturas de Cereais, Leguminosas e Oleaginosas
A estimativa para a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em abril de 2026 alcançou 348,7 milhões de toneladas. Esse valor representa um crescimento de 0,7% (ou mais 2,6 milhões de toneladas) em comparação à produção obtida em 2025, que foi de 346,1 milhões de toneladas. Em relação à estimativa anterior, de março de 2026, a variação é positiva em 0,1% (ou mais 334.277 toneladas).
Os dados são oriundos do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área colhida foi de 83,3 milhões de hectares, refletindo um aumento de 2,1% (ou 1,7 milhão de hectares) em comparação a 2025, além de um incremento de 0,2% (ou 128.572 hectares) em relação à estimativa de março.
Os três principais produtos deste grupo, que incluem arroz, milho e soja, responderam por 92,7% da produção estimada e 87,6% da área a ser colhida. As previsões apontam que a produção de soja será de 174,1 milhões de toneladas, enquanto a de milho é estimada em 138,2 milhões de toneladas — 29,6 milhões de toneladas referentes à primeira safra e 108,5 milhões à segunda. O arroz deve apresentar uma produção de 11,3 milhões de toneladas.
Com relação à tendência de produção em comparação a 2025, há acréscimos significativos em alguns produtos: 4,8% para a soja e 1,0% para o sorgo. Por outro lado, projetam-se decréscimos de 8,9% para o algodão herbáceo, 10,6% para o arroz, 2,5% para o milho (com um crescimento de 15,2% na primeira safra e declínio de 6,4% na segunda), 4,6% para o feijão e 6,8% para o trigo.
Na distribuição regional da produção, o Centro-Oeste destaca-se como a principal região em abril de 2026, com uma estimativa de 174,5 milhões de toneladas, representando 50,0% do total. A seguir, estão as regiões Sul, com 26,4% da produção (92,1 milhões de toneladas); Sudeste, com 8,8% (30,6 milhões de toneladas); Nordeste, com 8,6% (29,9 milhões de toneladas); e Norte, com 6,2% (21,5 milhões de toneladas).
Entre as variações anuais, o destaque vai para o aumento na produção nas regiões Sul (6,8%) e Nordeste (7,8%), ao passo que as regiões Centro-Oeste (-2,3%), Sudeste (-1,5%) e Norte (-3,6%) apresentaram quedas.
A liderança na produção de grãos é atribuída ao estado de Mato Grosso, que sozinho corresponde a 30,9% da produção nacional, seguido por Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%). Juntos, esses estados representam 79,5% do total.
A estimativa de produção do algodão herbáceo, por exemplo, subiu para 9,0 milhões de toneladas, refletindo um crescimento de 3,4% em relação a março. Porém, em comparação com 2025, essa produção representa uma queda de 14,2%. No caso do cacau, a produção foi estimada em 324,2 mil toneladas, com aumento de 3,8% em relação ao mês anterior.
O feijão, considerando as três safras, terá uma produção de 2,9 milhões de toneladas, uma redução de 2,7% em relação a março e de 4,6% quando confrontado com 2025. A produção da primeira safra de feijão foi estimada em 989,0 mil toneladas, enquanto a segunda safra está projetada em 1,1 milhão de toneladas.
O milho, na contramão das expectativas, terá sua produção estimada em 138,2 milhões de toneladas, o que representa um declínio de 2,5% em relação a 2025 e uma queda de 0,1% em relação a março.
A soja atingiu uma marca histórica, com uma nova estimativa de 174,1 milhões de toneladas, refletindo um aumento de 0,2% em relação a março e de 4,8% frente a 2025.
Por sua vez, a produção de café foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, apresentando crescimento de 1,6% em relação ao mês anterior e 14,9% em comparação ao volume produzido em 2025, estabelecendo um novo recorde na série histórica do IBGE.
As informações detalhadas e atualizadas podem ser acessadas no site do IBGE, onde a próxima divulgação referente a maio de 2026 está prevista para ocorrer em 11 de junho.
Em abril, IBGE prevê safra de 348,7 milhões de toneladas para 2026