Polícia Civil do Espírito Santo deflagra Operação “Efeito Colateral” contra comércio clandestino de medicamentos
Na manhã desta quinta-feira (28), a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) lançou a Operação “Efeito Colateral” com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no contrabando, descaminho e comercialização irregular de medicamentos. A ação foi conduzida pela Superintendência de Polícia Especializada (SPE) e pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), com apoio da Subsecretaria de Inteligência (SEI) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).
Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos locais nos municípios da Serra e Vila Velha, resultando na apreensão de medicamentos de origem estrangeira que não possuíam documentação fiscal ou comprovação sanitária. Também foram encontrados materiais utilizados na comercialização clandestina dos produtos.
“O objetivo da operação foi identificar e desmantelar uma rede clandestina que atuava na venda de medicamentos, que vão desde substâncias emagrecedoras até outros produtos não autorizados pelos órgãos de saúde”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno. A investigação, que durou cerca de seis meses, indicou que os produtos eram introduzidos no Brasil, principalmente através da fronteira com o Paraguai, passando pelo Mato Grosso antes de serem redistribuídos na Grande Vitória e interior do estado.
Durante a coletiva de imprensa realizada na tarde do mesmo dia, na Chefatura da Polícia Civil, o superintendente de Polícia Especializada, delegado Rafael Corrêa, detalhou as operações e as evidências encontradas. Informou que uma prisão temporária foi realizada, com um dos principais investigados sendo apontado como líder da organização criminosa.
Os investigadores descobriram que o grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para comercializar os medicamentos, o que ampliava ainda mais seu alcance. Com isso, a Polícia Civil apura a possível participação de servidores públicos da área da saúde na aquisição irregular desses medicamentos para revenda.
Além disso, a equipe encontrou durante as diligências atestados médicos, carimbos profissionais e dispositivos que, se confirmados, vão ser analisados para verificar sua origem e finalidade.
O delegado Eduardo Passamani, titular da Decon, enfatizou que a compra de medicamentos deve ser feita exclusivamente em estabelecimentos autorizados. “Medicamentos adquiridos pela internet ou redes sociais não oferecem garantia de segurança e eficácia, podendo ser substâncias adulteradas.”
Seis pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos, e até o momento, uma autuação em flagrante foi registrada. O material apreendido segue sob análise, enquanto as investigações continuam para identificar outros envolvidos na cadeia de distribuição e comercialização irregular de medicamentos.
A Polícia Civil alerta a população sobre os riscos de adquirir medicamentos sem registro nos órgãos competentes, ressaltando que essa prática é considerada crime contra a saúde pública, com penas que podem alcançar até 15 anos de reclusão.
A Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou a operação “Efeito Colateral” contra o contrabando de medicamentos não autorizados.
Fonte: Polícia Civil-ES.