Exportações brasileiras para os EUA caem 14% em maio de 2026
As exportações do Brasil para os Estados Unidos apresentaram uma queda significativa de 14% em maio de 2026, comparado ao mesmo mês do ano anterior. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Esta retração ocorre em um contexto onde as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, que começaram a vigorar em agosto de 2025, impactam as vendas brasileiras para o mercado norte-americano.
Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, afirmou que ainda não é possível afirmar que ocorreu uma mudança estrutural nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Ele explicou que a dinâmica do comércio externo se ajusta com o tempo e que o impacto varia conforme a composição dos produtos negociados. “É cedo para falar de mudança estrutural. Fluxos no comércio exterior levam tempo para se adaptar”, destacou Brandão.
Em outubro de 2025, as exportações já haviam registrado uma queda maior, de 35%. Desde então, a diminuição vem aos poucos se estabilizando, com reduções de 26% em janeiro, 20% em fevereiro, 10% em março e 10% em abril. Em maio, as exportações para os EUA totalizaram US$ 3,09 bilhões.
Comércio Bilateral
Além das exportações, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic também mostram que as importações dos EUA caíram 11%, somando US$ 3,21 bilhões, o que resulta em um déficit comercial de US$ 121 milhões para este mês.
No acumulado do ano, de janeiro a maio, as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizam US$ 14,01 bilhões, uma queda de 16%, enquanto as importações somam US$ 15,48 bilhões, representando uma redução de 12,6%. O déficit comercial no período é de US$ 1,47 bilhão. A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras diminuiu de 12% em maio de 2025 para 9,7% em maio de 2026.
Crescimento nas Exportações para a China
Enquanto as vendas para os EUA diminuíram, as relações comerciais com a China estão se fortalecendo. Em maio, as exportações brasileiras para o país asiático aumentaram 9,5%, totalizando US$ 10,5 bilhões. As importações da China subiram 24,2%, atingindo US$ 6,8 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 3,7 bilhões. No acumulado de janeiro a maio, as exportações para a China totalizaram US$ 43,26 bilhões, apresentando um crescimento de 21,8%, enquanto as importações somaram US$ 30,76 bilhões, um aumento de 4,1%. O superávit no período foi de US$ 15,5 bilhões.
Destaques no Setor de Combustíveis
Brandão também atribuiu parte do aumento nas exportações de combustíveis derivados de petróleo ao conflito no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais. Em maio, as exportações de óleos combustíveis cresceram 75,2% em volume e 49,8% em valor. Por outro lado, as exportações de petróleo bruto caíram 9,3% em valor e 42,1% em volume em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Brandão garantiu que a competitividade do Brasil não será afetada pelo imposto de exportação criado para o produto, afirmando que as empresas continuam a investir e produzir. Ele citou a inauguração de uma nova plataforma de produção de petróleo em fevereiro de 2026 como exemplo desse comprometimento.
Superávit Comercial
Nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil acumulou um superávit comercial de US$ 32,662 bilhões, um aumento em relação aos US$ 24,33 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Esse resultado é impulsionado principalmente pelo aumento das exportações para a China e pelo desempenho notável de produtos do setor de energia e commodities.
Para mais informações, consulte o site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Exportações para Estados Unidos caem 14% em maio
Fonte: Agencia Brasil.
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