Desemprego e Rendimento no Brasil Apresentam Queda no Segundo Trimestre de 2026
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última semana os dados referentes à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) para o segundo trimestre de 2026. As informações revelam um quadro geral de melhora no mercado de trabalho, com redução nas taxas de desemprego e subutilização da força de trabalho.
A taxa de desocupação ficou em 5,4%, apresentando uma queda de 0,7 pontos percentuais em comparação ao primeiro trimestre de 2026 (6,1%). Em relação ao mesmo período em 2025, onde a taxa era de 5,8%, a diminuição também foi de 0,4 pontos percentuais.
Com isso, a população desocupada totalizou 5,9 milhões de pessoas, uma redução de 10,9% (ou 718 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, e uma queda de 6,3% (392 mil pessoas) quando comparada ao ano anterior, que contabilizava 6,3 milhões de desocupados. Por outro lado, a população ocupada atingiu 103,1 milhões, representando um incremento de 1,1% em relação ao primeiro trimestre deste ano, um total de 1.081 mil novas vagas, além de um aumento de 0,7% frente ao ano anterior.
O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, foi de 58,8%, indicando um crescimento de 0,5 pontos percentuais comparado ao trimestre anterior, embora sem alterações significativas em relação ao mesmo período de 2025.
Outro aspecto relevante analisado foi a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que apresentou uma diminuição para 12,9%, uma queda de 1,4 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre e de 1,5 pontos comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,1 milhões, indicando uma redução tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano anterior.
A população fora da força de trabalho permaneceu estável em 66,5 milhões, mas cresceu 1,5% em relação ao ano anterior, somando 971 mil pessoas. A quantidade de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, também mostrou um declínio, com 2,3 milhões de pessoas, ou 14,7% menos que no trimestre anterior e 17% comparado ao ano anterior.
A massa de rendimento real habitual foi avaliada em R$ 380,3 bilhões, sem variações em relação ao primeiro trimestre de 2026, mas com um crescimento de 3,6% diante do ano anterior. O rendimento real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.738, estável frente ao trimestre anterior e apresentando um acréscimo de 2,8% ao comparar com o mesmo trimestre de 2025.
Em termos de setores de atividade, notou-se crescimento principalmente em Transporte, armazenagem e correio (3,9% de aumento) e na Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,6%). A categoria de empregados no setor privado com carteira assinada permaneceu estável, enquanto houve aumento nos empregados sem carteira (13,6 milhões), que subiu 2,2% em relação ao trimestre anterior, com um total de 288 mil novas contratações.
Os dados da PNAD Contínua/Mensal refletem um panorama de leve recuperação do mercado de trabalho no Brasil, destacando a importância contínua de monitorar essas tendências socioeconômicas para entender melhor a dinâmica do emprego e do rendimento no país.
Para mais informações sobre os detalhes da pesquisa, o IBGE disponibiliza links com definições e séries históricas relacionadas à PNAD Contínua.
A taxa de desocupação é de 5,4% e taxa de subutilização é de 12,9% no trimestre encerrado em junho