Desemprego no Brasil Cai para 5,3% em Julho: Perspectivas de Recuperação no Mercado de Trabalho
Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados pelo IBGE revelam uma queda na taxa de desocupação no Brasil, que alcançou 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026. Este resultado representa uma redução de 0,5 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior, que apresentou 5,8%, e uma diminuição de 0,3 p.p. se comparado ao mesmo período do ano anterior, que registrou 5,6%.
Estatísticas Laborais
A quantidade de pessoas desocupadas no país também apresentou uma queda significativa, com a população desocupada totalizando 5,8 milhões de indivíduos. Comparado ao trimestre de fevereiro a abril de 2026, houve uma diminuição de 8,0%, ou seja, 503 mil pessoas a menos. Quando analisado em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a redução é de 4,9%, com 299 mil pessoas a menos na busca por trabalho.
Por outro lado, a população ocupada atingiu o recorde histórico de 103,3 milhões de pessoas, apresentando uma alta de 1,0% em relação ao trimestre anterior (mais 1,0 milhão de pessoas) e um crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior (mais 899 mil pessoas). O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,9%, marcando uma variação positiva de 0,5 p.p. em relação ao trimestre anterior.
Subutilização e Informalidade no Trabalho
A taxa composta de subutilização do trabalho, que considera não apenas os desocupados, mas também os trabalhadores que estão em situações de subemprego, caiu para 13,0%, uma redução de 0,8 p.p. frente ao trimestre anterior e de 1,1 p.p. em comparação ao mesmo período do ano passado. A população subutilizada totalizou 14,9 milhões, mostrando uma queda de 5,2% (menos 819 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 7,7% (menos 1,2 milhão) em relação ao ano.
No que diz respeito à informalidade, a taxa se manteve em 37,5% da população ocupada, abrangendo 38,8 milhões de trabalhadores informais, em comparação a 37,2% (38,1 milhões) no trimestre encerrado em abril.
Rendimentos e Emprego Formal
O rendimento real habitual, que é a média mensal recebida pela população ocupada, ficou em R$ 3.762. Esse valor apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 3,3% no comparativo anual. A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 383,5 bilhões, marcando um novo recorde histórico.
O Brasil também observou um crescimento no número de empregados no setor privado com carteira assinada, alcançando 39,4 milhões de pessoas, o maior número já registrado na série histórica. A taxa de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada aumentou 3,6% no trimestre, atingindo 13,8 milhões de pessoas.
Evolução da Força de Trabalho
A força de trabalho, que inclui tanto ocupados quanto desocupados, foi estimada em 109,2 milhões de pessoas, a maior da série histórica, apresentando um aumento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e de 0,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Setores de Atividade
Analisando os grupamentos de atividade, o setor de construção se destacou com um aumento de 5,1% no número de ocupações. Enquanto isso, outros setores, como transporte e administração pública, também mostraram crescimento.
Esses dados são cruciais para entender as dinâmicas do mercado de trabalho brasileiro e as tendências que podem afetar a economia nos próximos meses. Para mais informações detalhadas sobre a PNAD Contínua, é possível acessar o site do IBGE.
PNAD Contínua: desocupação é de 5,3% e subutilização é de 13,0% no trimestre encerrado em julho