Petrobras e Ibama Avançam em Avaliação Pré-Operacional na Foz do Amazonas
Na próxima segunda-feira, 24 de outubro, está programada a avaliação pré-operacional (APO) da Petrobras na bacia da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial. O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pelo senador Randolfe Rodrigues, ambos do Amapá. O acordo entre a Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi celebrado com otimismo pelos parlamentares, que destacaram a importância da pesquisa exploratória de petróleo na região.
A avaliação pré-operacional consistirá em vistorias e simulações do plano de emergência da Petrobras, que visa explorar petróleo em uma área considerada promissora, similar ao pré-sal. Este processo é fundamental, pois representa a última etapa antes de a Petrobras obter a licença para iniciar a exploração na região.
“Recebo com grande alegria a notícia sobre o avanço nas etapas para a pesquisa exploratória de petróleo na Margem Equatorial. Essa é uma vitória do Amapá e do Brasil, resultado do empenho e trabalho conjunto em defesa de um futuro energético sustentável”, afirmou Davi Alcolumbre.
O exercício de simulação está previsto para durar de três a quatro dias, focando na capacidade de resposta das equipes envolvidas. A data da avaliação será confirmada conforme as avaliações dos técnicos do Ibama e da Petrobras.
Novo Potencial
A Margem Equatorial é vista como uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás, especialmente após descobertas significativas nas áreas costeiras da Guiana, Guiana Francesa e Suriname. No Brasil, essa região se estende do Rio Grande do Norte até o Amapá, embora a Petrobras tenha autorização para perfurar apenas dois poços no Rio Grande do Norte até o momento.
Após a negativa do Ibama para a licença de exploração no bloco FZA-M-59, a Petrobras solicitou uma reconsideração. O setor governamental, incluindo o Ministério de Minas e Energia e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem pressionado pela liberação da licença, que gera custos significativos à estatal — cerca de R$ 4 milhões por dia.
Controvérsias Ambientais
A exploração na Foz do Amazonas é alvo de críticas de ambientalistas, que alertam para os possíveis impactos ambientais e questionam a viabilidade de tais projetos em meio à transição energética, que prioriza fontes renováveis de energia. A Petrobras defende que a extração na Margem Equatorial é essencial para evitar a dependência de importações de petróleo na próxima década, prometendo seguir padrões rigorosos de segurança para prevenir acidentes.
Recentemente, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) se manifestou em favor de mais estudos antes da autorização de perfurações.
Em resposta às consultas da Agência Brasil, o Ibama afirmou que as decisões referentes à APO serão registradas no processo de licenciamento aoportune. A Petrobras, por sua vez, não se manifestou até a conclusão desta reportagem.
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Última etapa para licença na Margem Equatorial deve ser dia 24
Fonte: Agencia Brasil.
Meio Ambiente