Embaixador André Corrêa do Lago defende novas formas de financiamento ambiental em evento em São Paulo
O embaixador André Corrêa do Lago, que preside a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a ser realizada em novembro deste ano em Belém, enfatizou a necessidade de explorar novas modalidades de financiamento para a agenda ambiental. A declaração foi dada durante o evento "Soluções Baseadas na Natureza: Oportunidades de Escala e Perspectivas de Financiamento", promovido pelo Nature Investment Lab (NIL), nesta segunda-feira (31), em São Paulo.
“O Brasil está dando uma ajuda imensa para encontrar caminhos para outras formas de financiar”, afirmou Corrêa do Lago. Segundo ele, estão sendo discutidas alternativas como taxação sobre transporte marítimo, petróleo e classe executiva de avião. O objetivo é atingir a meta de US$ 1,3 trilhão até 2035. O embaixador destacou a importância de ampliar a discussão sobre financiamento climático, buscando soluções além dos mecanismos tradicionais.
O evento reuniu líderes do setor financeiro, representantes de instituições públicas e multilaterais, bem como organizações focadas em impacto social e sustentável. A iniciativa do NIL, lançada em setembro de 2022, tem como principal meta superar desafios legais e financeiros, desenvolver modelos de negócios replicáveis e criar estruturas financeiras inovadoras para projetos sustentáveis no Brasil.
Corrêa do Lago reforçou que o financiamento da “agenda de ação” é uma das prioridades do governo brasileiro, que também busca fortalecer o multilateralismo e criar oportunidades de negócios. Ele ressaltou que a efetiva implementação das metas climáticas não pode depender apenas de acordos, como o Acordo de Paris. “Não podemos achar que apenas a negociação de mudança climática e o Acordo de Paris vão resolver a questão climática”, declarou o embaixador. Ele enfatizou que a transformação dos debates em práticas reais no campo requer o suporte de bancos de desenvolvimento e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Durante sua fala, o embaixador também observou que a COP30 possui uma dimensão formal que limita a participação apenas aos 196 países signatários do Acordo de Paris. No entanto, ele destacou o papel fundamental que instituições, governos subnacionais, o setor privado e a academia desempenham na criação de soluções práticas. “O que vocês estão fazendo pode servir como base para outros países, onde é muito mais difícil. O mundo em desenvolvimento tem grande esperança de que venham do Brasil ideias como as que vocês estão desenvolvendo”, concluiu.
Presidente da COP 30 defende novas formas de financiamento climático
Fonte: Agencia Brasil.
Meio Ambiente