Taxa de Desocupação Atinge 6,1% no Primeiro Trimestre de 2026, Segundo a PNAD Contínua
A taxa de desocupação no Brasil registrou 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, um aumento de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que acabou em dezembro de 2025. Apesar da alta trimestral, a taxa permanece 0,9 ponto percentual abaixo do observado no mesmo período do ano anterior, em março de 2025, caracterizando o menor índice para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em 2012.
Dados da PNAD Contínua
A análise dos dados mais recentes da PNAD Contínua revela informações cruciais sobre o mercado de trabalho brasileiro. A tabela a seguir resume os principais indicadores:
| Indicador | jan-fev-mar 2026 | out-nov-dez 2025 | jan-fev-mar 2025 |
|---|---|---|---|
| Taxa de desocupação | 6,1% | 5,1% | 7,0% |
| Taxa de subutilização | 14,3% | 13,4% | 15,9% |
| Rendimento real habitual | R$ 3.722 | R$ 3.662 | R$ 3.527 |
A população desocupada totalizou 6,6 milhões de pessoas, um aumento de 19,6% (ou 1,1 milhão) em relação ao trimestre anterior, porém com uma diminuição de 13% (menos 987 mil pessoas) em comparação ao ano passado. A população ocupada foi contabilizada em 102 milhões, apresentando um recuo de 1% (menos 1 milhão) em relação ao trimestre anterior, mas com um ganho anual de 1,5% (ou 1,5 milhão de pessoas).
Informações Complementares
O nível de ocupação, que indica a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, foi de 58,2%, registrando uma queda de 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior, mas uma elevação de 0,4 ponto percentual quando comparado ao mesmo período de 2025.
A taxa composta de subutilização, que inclui aqueles que estão desocupados, subocupados e fora da força de trabalho, subiu para 14,3%, um aumento de 0,9 ponto percentual frente ao trimestre anterior e uma redução de 1,6 ponto percentual em relação ao ano anterior. A população subutilizada, estimada em 16,3 milhões, cresceu 6,6% no trimestre, mas caiu 10,1% no ano.
A taxa de informalidade entre os trabalhadores foi de 37,3%, representando cerca de 38,1 milhões de pessoas em trabalho informal, uma leve queda em relação ao trimestre anterior.
Rendimento e Massa de Renda
O rendimento real habitual atingiu um novo recorde, somando R$ 3.722, com um crescimento de 1,6% no trimestre e 5,5% no ano. A massa de rendimento real habitual também bateu récorde, alcançando R$ 374,8 bilhões, com uma estabilidade trimestral e uma alta de 7,1% no ano.
A força de trabalho, que abrange tanto os empregados quanto os desocupados, foi estimada em 108,6 milhões de pessoas, apresentando estabilidade em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 0,4% no ano.
Setores Econômicos
Ao analisar os setores de atividade econômica, observou-se que o comércio, administração pública e serviços domésticos sofreram reduções em suas forças de trabalho, enquanto setores como Informação e Comunicação, assim como Administração pública e serviços sociais, apresentaram crescimentos.
Esses dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trazem um panorama detalhado sobre a dinâmica do emprego e da renda no Brasil e são fundamentais para entender as tendências do mercado de trabalho no país.
Para mais detalhes sobre a PNAD Contínua e outros indicadores do mercado de trabalho brasileiro, acesse IBGE – PNAD Contínua.
PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 6,1% e taxa de subutilização é de 14,3% no trimestre encerrado em março