Taxa de Desemprego no Brasil Alcança Menor Nível em 2025
A taxa de desocupação do Brasil no quarto trimestre de 2025 foi de 5,1%, apresentando uma significativa redução em relação ao trimestre anterior, que registrou 5,6%. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a queda é ainda mais expressiva, com recuo de 1,1 ponto percentual, uma vez que a taxa era de 6,2% no quarto trimestre de 2024. A taxa anual de desocupação também evidenciou um declínio, passando de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, o que representa a menor taxa anual da série histórica iniciada em 2012.
As regiões com as maiores taxas anuais de desocupação em 2025 foram Piauí, com 9,3%; Bahia e Pernambuco, ambas com 8,7%; e Amazonas, com 8,4%. Por outro lado, os estados com as menores taxas de desocupação foram Mato Grosso, com 2,2%; Santa Catarina, com 2,3%; e Mato Grosso do Sul, com 3,0%.
A taxa anual de subutilização da força de trabalho no Brasil atingiu 14,5%. O Piauí apresentou a maior taxa de subutilização, com 31,0%, seguido por Bahia e Alagoas, ambas com 26,8%. As menores taxas anuais foram registradas em Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%).
A informalidade também foi um dado relevante, com uma taxa anual de 38,1% para a população ocupada. Os estados com as maiores taxas de informalidade foram Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). Em contrapartida, Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) apresentaram as menores taxas.
Outro indicador importante foi a taxa anual de desalento, que ficou em 2,6% no Brasil. Maranhão liderou com a maior taxa de desalento, alcançando 9,5%, seguido por Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%). As taxas anuais mais baixas foram registradas em Santa Catarina (0,3%), Mato Grosso do Sul (0,6%) e Rio Grande do Sul (0,9%).
O valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.560. Os estados com os maiores rendimentos foram o Distrito Federal, com R$ 6.320; São Paulo, com R$ 4.190; e Rio de Janeiro, com R$ 4.177. Em contrapartida, Maranhão apresentou o menor rendimento, com R$ 2.228, seguido por Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
Além disso, o nível de ocupação anual foi de 59,1%. Mato Grosso se destacou com o maior percentual, alcançando 66,7%, seguido por Santa Catarina (66,2%) e Mato Grosso do Sul (64,4%). Alagoas, com 47,5%, Ceará (47,8%) e Rio Grande do Norte (47,9%) foram os estados com os menores percentuais de ocupação.
Esses dados fornecem uma panorâmica abrangente da situação do mercado de trabalho no Brasil em 2025, revelando avanços em algumas áreas e desafios persistentes em outras. Para mais informações, os dados completos podem ser acessados no site do IBGE.
PNAD Contínua: taxas anuais de desocupação são as menores da série em 20 unidades da federação