Aleida Guevara: “Sentimos que os EUA podem nos atacar a qualquer momento”
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Aleida Guevara, médica e filha do revolucionário argentino Che Guevara, expressou preocupações sobre a atual tensão entre Cuba e os Estados Unidos. Durante sua visita ao Brasil, Aleida comentou sobre o clima de incerteza na ilha, intensificado pela administração do presidente Donald Trump. Segundo ela, “sabemos que podem nos atacar a qualquer momento porque são loucos.”
Situação Atual de Cuba
Aleida, que tem 65 anos e é defensora dos princípios da Revolução Cubana de 1959, avaliou as consequências do endurecimento do bloqueio econômico e energético imposto pelos EUA. A ilha recentemente enfrentou uma crise que a deixou três meses sem receber petróleo, resultando em apagões e escassez de alimentos. “Os problemas econômicos que enfrentamos são muito sérios,” disse a médica, destacando que “não temos apagões, mas sim fornecimento intermitente de energia.”
Ela elogiou a solidariedade do povo brasileiro, ao mencionar como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) apoia Cuba. Aleida também denunciou as dificuldades que a população enfrenta devido ao bloqueio, afirmando que “a maioria da população sabe perfeitamente quem é seu inimigo”.
Democracia e Solidariedade Internacional
Aleida abordou questões relacionadas à democracia em Cuba, argumentando que o termo se origina da ideia de “poder do povo”. Ela desafiou a visão crítica que muitos têm sobre a Cuba socialista, afirmando: “Quando o povo brasileiro entender o que é democracia de verdade, perceberá que, em Cuba, existe uma democracia verdadeira.”
Ela destacou também iniciativas de solidariedade internacional, mencionando contribuições de governos e civis ao longo dos anos. “O governo mexicano, por exemplo, se destaca pela dignidade em continuar ajudando o povo cubano,” contou Aleida, lembrando que a China também perdoou uma dívida significativa.
A Visão Pessoal de Aleida
Filha de uma figura emblemática, Aleida falou sobre seu relacionamento com Che Guevara, ressaltando a influência de sua mãe, Aleida March, em sua formação. “Tive pouco contato com meu pai, mas tenho uma mãe espetacular que me ensinou a amá-lo e admirá-lo,” afirmou.
Ela encerrou sua fala reiterando a importância da união do povo cubano diante das adversidades. Em suas palavras, “temos consciência social e educação,” defendendo que isso ajuda a população a entender sua realidade e a se unir frente aos desafios impostos pelo bloqueio.
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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Aleida Guevara continha sua mensagem em um tom esperançoso, reforçando a luta do povo cubano por dignidade e liberdade, enquanto lida com os desafios que a ilha enfrenta atualmente.
Filha de Che Guevara vê risco de invasão dos EUA contra Cuba
Fonte: Agencia Brasil.
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