Governo do ES lança monitoramento de agressores no Programa Mulher Segura

Governo ESGoverno do ES lança monitoramento de agressores no Programa Mulher Segura

Governo do Estado Lança Novo Serviço de Monitoramento de Agressores para Fortalecer a Proteção às Mulheres

Na última sexta-feira, 14 de outubro, o Governo do Estado do Espírito Santo anunciou o lançamento de um novo serviço de monitoramento de agressores, parte integrante do Programa Mulher Segura. A iniciativa, que resulta da colaboração entre as Secretarias da Justiça (Sejus), Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e Mulheres (SESM), tem como objetivo principal fortalecer a proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Essa ação forma parte do eixo de prevenção e enfrentamento do Estado Presente em Defesa da Vida, alinhando-se às diretrizes da Lei Maria da Penha. O Programa Mulher Segura incorpora diferentes mecanismos de proteção, incluindo o monitoramento eletrônico de agressores, atendimento psicossocial e jurídico oferecido pelo Centro Margaridas e pela Casa Abrigo Estadual, bem como a atuação da Patrulha Maria da Penha e o projeto “Homem que é Homem”, que promove grupos reflexivos para agressores, sob a coordenação da Polícia Civil.

No total, foram adquiridos 200 kits que consistem em tornozeleiras eletrônicas e 200 Unidades Portáteis de Rastreamento (UPRs), que são smartphones configurados em modo seguro, com um custo mensal de R$ 255,00 por equipamento. O governador Renato Casagrande, em coletiva de imprensa, ressaltou a importância da tecnologia na luta contra a violência doméstica. “Estamos utilizando a tecnologia a favor das mulheres ameaçadas para romper o ciclo de violência. Com esse sistema integrado, vamos aumentar a proteção e garantir que cada mulher tenha o amparo necessário para seguir em segurança”, afirmou.

Funcionalidade do Sistema de Monitoramento

O novo sistema prevê que, após uma determinação judicial, o agressor utilize uma tornozeleira eletrônica, enquanto a mulher beneficiária de medida protetiva recebe uma UPR. O smartphone, ao ser configurado em modo “quiosque”, define uma zona de exclusão móvel, na qual o agressor não pode ingressar. Caso isso ocorra, o sistema ativa alertas vibratórios e sonoros, além de enviar mensagens via SMS e WhatsApp, notificando imediatamente a Central de Monitoramento Eletrônico da Sejus, composta por 17 policiais penais. A vítima também é informada e pode acionar um botão que ativa uma gravação de áudio e vídeo, mobilizando a Polícia Militar.

Cumpre destacar que a mulher não tem acesso contínuo à localização do monitorado; essa informação é visualizada apenas quando o agressor se aproxima das zonas de exclusão definidas judicialmente.

Ricardo Ferraço, vice-governador e coordenador do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, enfatizou que em Espírito Santo não há espaço para a impunidade. “Estamos investindo em tecnologia para prevenir e enfrentar uma covardia inaceitável”, afirmou.

Estrutura Integrada de Atendimento

A Central de Monitoramento Eletrônico da Sejus funcionará em articulação com o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) e a Gerência de Proteção à Mulher (GPM) da Sesp. A Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) será responsável pela resposta a ocorrências e pelo acompanhamento das mulheres inseridas no programa através da Patrulha Maria da Penha. A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) administrará os procedimentos de adesão e a comunicação entre as instituições. O Centro Margaridas e a Casa Abrigo Estadual proporcionarão suporte psicossocial e orientação jurídica.

O secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, sublinhou que a combinação de tecnologia e atendimento humanizado ampliará a eficácia das medidas protetivas. “A central atua 24 horas, garantindo a proteção às vítimas e possibilitando um acionamento rápido das forças de segurança em caso de descumprimento das ordens judiciais”, destacou.

Implantação do Programa

A implementação do programa ocorrerá em fases. A primeira fase, com caráter piloto, abrangerá os municípios da Grande Vitória, com a inclusão gradual de um município por mês. A segunda fase preve a expansão para o interior do Estado, levando em consideração a conectividade, a extensão territorial e a capacidade operacional da Central de Monitoramento.

Segundo a secretária de Estado das Mulheres, Jacqueline Moraes, este programa representa um compromisso do Governo do Estado com a segurança das mulheres capixabas. “É crucial que as mulheres compreendam que, muitas vezes, homens próximos podem representar um risco real”, afirmou, lembrando que mais de 70% das vítimas de feminicídio nunca reportaram seus agressores. “Com essa nova iniciativa, nossas chances de evitar feminicídios aumentam significativamente”, concluiu.

Fonte: Governo ES

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