Outono e Cuidados com a Saúde: Reforço na Prevenção de Doenças Respiratórias no Hemisfério Sul
O outono teve início no hemisfério Sul no último dia 21 de março, trazendo consigo um clima mais ameno em diversas regiões do Brasil. Apesar da importância dos cuidados com a saúde ao longo de todo o ano, essa estação, assim como o inverno, exige uma atenção especial, uma vez que o aumento dos problemas respiratórios é uma preocupação recorrente, especialmente entre crianças e idosos.
Segundo a pneumologista Kristiane Moreira, do Centro Regional de Especialidades (CRE) Metropolitano, vinculado à Secretaria da Saúde (Sesa), as características do outono contribuem significativamente para a incidência de doenças respiratórias. “A estação se caracteriza pela queda da umidade do ar e por mudanças bruscas de temperatura, o que favorece a concentração de poluentes e o ressecamento das mucosas das vias aéreas. Além disso, as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados, o que facilita a circulação de vírus”, explica.
Os dados de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) de 2024 no Espírito Santo corroboram essa análise, com um aumento substancial nos casos de Influenza, Pneumonias, Bronquite e Bronquiolite, que representam mais de 60% das 15.926 internações registradas. Nos meses de abril a setembro, ocorreram 9.704 internações, conforme informações do Sistema de Informações Hospitalares (SIH).
Kristiane Moreira ressalta a necessidade de vigilância redobrada em pacientes já diagnosticados com doenças respiratórias, como asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). “Neste período, observamos que pacientes asmáticos que antes estavam estáveis podem sofrer crises de exacerbação. É crucial que, ao apresentarem sintomas iniciais respiratórios, como gripe ou resfriado persistente, busquem atendimento médico”, adverte.
Cuidados Essenciais Durante o Outono e Inverno
Diante do cenário delineado, a Sesa recomenda uma série de cuidados à saúde durante os meses de temperaturas mais amenas. As principais orientações incluem a manutenção da hidratação, o arejamento dos ambientes, a higienização frequente das mãos e a atualização do esquema vacinal.
A hidratação é um ponto de destaque. “Manter-se bem hidratado, seja por meio de água, sucos ou chás, é fundamental, pois a umidade contribui para a saúde das mucosas das vias aéreas, tornando-as mais resistentes à entrada de germes e poluentes”, esclarece a pneumologista.
A imunização, especialmente contra a Influenza, também é uma prioridade. A especialista destaca a importância de manter as vacinas em dia, ressalvando que a campanha de vacinação contra a gripe está em andamento, focando nos grupos prioritários, que incluem crianças, idosos e gestantes.
Grupos em Maior Risco e Dados de Internação
As informações do SIH de 2024 indicam que adultos com mais de 50 anos e crianças menores de um ano estão entre os grupos mais afetados por doenças respiratórias no Estado. Das 15.926 internações, 7.202 (45,22%) foram de pacientes com mais de 50 anos, enquanto 3.215 (20,18%) foram de crianças nesta faixa etária.
“Os grupos de risco incluem não apenas os idosos e crianças, mas também gestantes e pacientes com doenças respiratórias crônicas. É essencial redobrar os cuidados nessa população e procurar ajuda médica ao primeiro sinal de agravamento dos sintomas”, finaliza Kristiane Moreira.
Vacinação: Uma Linha de Defesa Eficaz
Diversas vacinas estão disponíveis no SUS para prevenir doenças respiratórias, incluindo a gripe, Covid-19 e pneumonia. A vacinação contra a Influenza, por exemplo, ocorre em duas estratégias: uma rotina para crianças, idosos e gestantes, e uma estratégia especial que abrange grupos como trabalhadores da saúde e pessoas com condições clínicas especiais.
A vacina contra a Covid-19 também está em vigor, com aplicação recomendada para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, assim como para idosos e gestantes, seguindo um esquema que visa a atualização constante da proteção imunológica.
Além disso, o SUS disponibiliza três tipos de vacinas para a prevenção de pneumonia, adequadas a diferentes faixas etárias e condições clínicas, reforçando a importância da imunização como medida eficaz no controle das doenças respiratórias.
Para mais informações e para atualizar seu esquema vacinal, é recomendado procurar a sala de vacinação mais próxima.
Assessoria de Comunicação da Sesa
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Fonte: Governo ES