A líder do partido da direita francesa, Marine Le Pen, foi condenada nesta segunda-feira (31) à inelegibilidade imediata de cargos públicos por cinco anos, depois de ter sido considerada culpada de desvio de fundos do Parlamento Europeu em benefício de sua sigla. Além da proibição de se candidatar, Le Pen foi sentenciada a quatro anos de prisão, sendo dois deles passíveis de cumprimento com o uso de uma tornozeleira eletrônica.
A sentença levanta incertezas sobre o futuro político da principal figura da direita na França, que saiu da sala de audiências e do Palácio da Justiça antes que todos os detalhes de sua punição fossem divulgados. Le Pen liderava as pesquisas de opinião para as eleições presidenciais francesas de 2027.
Antes mesmo da pronúncia da sentença, políticos de destaque na França expressaram preocupação de que essa decisão pudesse impactar a democracia francesa e destacaram que o veredicto poderia ser enviesado contra as forças ascendentes da direita no país.
"Madame Le Pen deve ser combatida nas urnas, e não em outro lugar", escreveu Gérald Darmanin, ex-ministro do Interior de centro-direita, no X, em novembro.
Le Pen conduziu seu partido, o Reagrupamento Nacional, ao posto de maior legenda individual na Assembleia Nacional, com 123 cadeiras. Como congressista no Parlamento francês, ela se colocava como candidata para suceder o presidente Emmanuel Macron. Para a líder da direita, a condenação teria o efeito de privá-la de ser uma "candidata presidencial".
"Por trás disso [da condenação], há 11 milhões de pessoas que votaram no movimento que represento. Então, amanhã (nesta segunda), potencialmente, milhões e milhões de franceses se verão privados de seu candidato na eleição", disse.
Com informações EFE.
Le Pen, líder da direita na França, fica inelegível após condenação
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