Espírito Santo Avança no Combate ao Crime com a Criação do Ciberlab
Na última quarta-feira, dia 7 de setembro, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SESP) apresentou as primeiras ações do Laboratório Cibernético (Ciberlab), uma nova estrutura vinculada à Subsecretaria de Inteligência (SEI). Instituído em novembro de 2022, o Ciberlab iniciou suas operações em dezembro do mesmo ano e visa fortalecer investigações policiais por meio do uso de tecnologia avançada no combate ao crime organizado no Espírito Santo.
Com foco em atividades de inteligência relacionadas a crimes virtuais, o Ciberlab aborda diversas modalidades de delitos, incluindo fraudes eletrônicas, pornografia infantil, violência nas escolas, lavagem de dinheiro e ações de facções criminosas. A nova unidade mostrava resultados positivos já em seu primeiro mês de atuação, com a localização e prisão de 45 foragidos da Justiça, muitos deles condenados por crimes de alta gravidade e considerados alvos estratégicos pelas forças de segurança.
O Ciberlab atua de forma integrada, proporcionando suporte técnico às forças policiais, especialmente na identificação de fluxos financeiros ilícitos, rastreamento de criptoativos, coleta de vestígios digitais e produção de inteligência qualificada. As informações obtidas são utilizadas para subsidiar operações de campo realizadas pela Polícia Civil e colaborar com as polícias Militar e Penal.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Leonardo Damasceno, destacou que o principal objetivo do laboratório é antecipar-se às ameaças do espaço digital. “Buscamos responder rapidamente a ocorrências no ambiente digital e coletar dados que habitualmente são difíceis de serem obtidos na rotina das forças de segurança”, afirmou Damasceno.
O subsecretário de Inteligência da SESP, delegado Jordano Bruno Leite, enfatizou que, apesar de estar localizado em Vitória, o laboratório possui a capacidade de identificar indivíduos em outros estados, devido à geolocalização dos dados que trafegam na internet. “Localizamos indivíduos que estavam foragidos em outros estados, mostrando a eficácia do nosso sistema”, explicou.
Paulo Expedicto Amaral, gerente do Disque Denúncia (181), reforçou que a criação do Ciberlab fortalece a atuação da linha direta de denúncias. Problemas como ameaças em escolas, cyberbullying e exploração sexual de crianças receberão tratamento especializado do laboratório. “Estamos orientando diretores e professores a utilizarem nossos serviços ao identificarem potenciais ameaças”, disse Amaral.
O delegado Leandro Barbosa, gerente de Operações Técnicas da SESP, acrescentou que o Ciberlab serve como suporte para investigações de fraudes digitais, pedofilia e lavagem de dinheiro. “Nossas operações focaram na captura de foragidos que há muito tempo eram procurados, abrangendo 25 municípios do interior do Estado”, destacou.
Entre as prisões realizadas no período, destacam-se 10 por estupro, 7 por homicídio, 5 por tráfico de drogas e 4 por crimes patrimoniais. Casos notórios incluem a prisão de um foragido por feminicídio em São Roque do Canaã e a captura de condenados a longas penas em outras cidades.
As operações do Ciberlab cobriram todo o Estado, resultando em prisões em várias regiões, incluindo Norte, Sul, Noroeste e Serrana. Com a criação do Ciberlab, a SESP reafirma seu compromisso com a modernização da segurança pública e a utilização de inovações tecnológicas como ferramentas essenciais para a proteção da sociedade capixaba.
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Fonte: Governo ES