ONS Aciona Plano Emergencial para Redução de Geração de Energia pela Segunda Vez em 2026
Pela segunda vez neste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou o plano emergencial visando a redução da geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), em resposta ao excesso de oferta. A medida foi implementada das 11h às 13h30 deste domingo, 23 de setembro, e não afetará o consumidor final, atingindo exclusivamente as distribuidoras de energia.
O principal objetivo desta ação é garantir a segurança do sistema elétrico em um momento de expectativa de menor consumo, comum durante os fins de semana. O plano consiste na restrição da geração de usinas do Tipo 3, que estão conectadas às redes de distribuição. Esta categoria abrange pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa, bem como empreendimentos eólicos e solares de menor porte.
Além disso, o ONS também implementou medidas adicionais para reduzir a geração de usinas que estão sob sua gestão direta.
Contexto de Medidas Anteriores
O primeiro acionamento do plano emergencial em 2026 aconteceu em 7 de junho, durante o feriado prolongado de Corpus Christi. Na ocasião, o ONS solicitou o gerenciamento de 1 mil megawatts (MW) entre 10h e 14h. Um episódio significativo ocorreu em agosto de 2026, quando o excesso de energia quase causou uma sobrecarga no sistema, levando a um corte de 98,5% da geração eólica e solar centralizada e à redução da produção em hidrelétricas e termelétricas. Nesse período, a geração distribuída chegou a representar 37,6% da demanda nacional.
Preparativos para Cortes Automáticos
Na última quinta-feira, 20 de setembro, o ONS anunciou estar em fase de preparação de um sistema para o desligamento automático de parte da geração distribuída em situações críticas, denominado Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag). Este sistema automático poderá realizar cortes de até 3 gigawatts (GW), estruturados em três estágios de 1 GW cada, mas será acionado apenas após a exaustão das alternativas de controle disponíveis. Um projeto-piloto está previsto para ser realizado até o final de 2026 em uma distribuidora, com a possibilidade de implementação em 2027, caso os testes sejam bem-sucedidos.
Atualmente, a geração distribuída, que compreende microusinhas e minigeradores, possui cerca de 50 GW de capacidade instalada no Brasil. O ONS explicou que o crescimento dessas fontes tem tornado a operação do sistema mais complexa, já que parte da energia gerada não é diretamente observável ou controlável pelo operador.
Orientações para Distribuidoras
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS para a execução do plano de hoje. Contudo, a entidade solicitou a definição de procedimentos mais detalhados para os cortes, enfatizando a necessidade de critérios claros que garantam segurança operacional e jurídica para os geradores de energia.
Fontes: ONS, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Abradee.
Imagem: Agência Brasil (divulgação).
ONS suspende geração excedente de energia pela segunda vez no ano
Fonte: Agencia Brasil.
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