A taxa de desocupação no Brasil no trimestre encerrado em fevereiro de 2025 foi de 6,8%, o que representa um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e uma queda de 1,1 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior.
População desocupada cresceu 10,4% no trimestre, totalizando 7,5 milhões de pessoas, mas recuou 12,5% em relação ao ano anterior. Já a população ocupada caiu 1,2% no trimestre, contabilizando 102,7 milhões de pessoas, porém registrou um aumento de 2,4% no ano. O nível de ocupação foi de 58,0%, diminuindo 0,8 ponto percentual no trimestre, mas crescendo 0,9 ponto percentual no ano.
A taxa composta de subutilização aumentou para 15,7%, com a população subutilizada chegando a 18,3 milhões de pessoas. A população subocupada por insuficiência de horas registrou queda de 10,9% no trimestre. Por outro lado, a população fora da força de trabalho aumentou 1,4%, com a população desalentada crescendo 6,9%.
No setor privado, o número de empregados diminuiu, com destaque para a queda de 6,0% no número de empregados sem carteira. Por outro lado, houve um aumento de 3,5% no número de empregados com carteira assinada, alcançando 39,6 milhões.
A taxa de informalidade ficou em 38,1% da população ocupada, com 39,1 milhões de trabalhadores informais. O rendimento real habitual de todos os trabalhos aumentou 1,3% no trimestre, atingindo o recorde da série histórica.
A massa de rendimento real habitual foi de R$ 342,0 bilhões, mantendo estabilidade no trimestre e crescendo 6,2% no ano. A força de trabalho foi estimada em 110,1 milhões de pessoas, com uma queda de 0,5% em relação ao trimestre anterior.
A análise da ocupação por grupamentos de atividade mostrou diminuição em três categorias, com destaque para a redução no grupamento da construção. No rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, houve aumento em diversas categorias.
Em resumo, os dados mostram um cenário de variação na taxa de desocupação, com impacto na população ocupada e desocupada, bem como nas condições de trabalho em diferentes setores da economia. É importante analisar esses indicadores para compreender melhor a situação do mercado de trabalho no país.
Portal IBGE