Polícia Científica do Espírito Santo Celebra Importante Marco na Identificação Genética
A Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES), por meio do Laboratório de DNA Forense (LABDNA), alcançou um feito significativo ao registrar mais de 200 perfis genéticos por cada cem mil habitantes. Este resultado é fruto do trabalho contínuo de coleta e análise de materiais provenientes de locais de crime, vítimas de violência sexual, pessoas desaparecidas e seus familiares, bem como de condenados e custodiados, em conformidade com a legislação vigente.
A conquista foi homenageada pela Polícia Federal, que coordena a Rede Integrada de Perfis Genéticos (RIBPG), um sistema que visa colaborar na elucidação de crimes e identificação de desaparecidos. Atualmente, o Banco Estadual de Perfis Genéticos do Espírito Santo (BEPG-ES) conta com um total de 9.646 perfis, que fazem parte da base nacional.
Composição do Banco Estadual
Do total de perfis cadastrados, a distribuição é a seguinte:
- 7.778 perfis de condenados
- 748 perfis relacionados a vestígios coletados em locais de crime
- 533 perfis de restos mortais não identificados
- 405 perfis relacionados a pessoas desaparecidas, incluindo tanto familiares quanto a própria pessoa
- 11 perfis de pessoas vivas com identidade desconhecida
Esses dados evidenciam a relevância do BEPG-ES, que já colaborou em mais de 86 investigações policiais e facilitou a identificação de 30 indivíduos desaparecidos.
Rede Nacional e Reconhecimento
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), até março de 2026, a Rede Integrada de Perfis Genéticos contava com 272.275 perfis em todo o Brasil, tendo possibilitado a identificação de 726 pessoas desaparecidas em nível nacional. No contexto brasileiro, o Espírito Santo ocupa a nona posição em termos de inserções na base nacional.
A homenagem da Polícia Federal reconhece o desempenho da equipe capixaba e a contribuição da PCIES para o fortalecimento da rede nacional, considerada uma ferramenta essencial para a segurança pública.
Compromisso da Equipe Técnica
A perita-chefe do Laboratório de DNA Forense, Bianca Bortolini Merlo, destacou a importância desse reconhecimento. “Esse resultado reflete o trabalho contínuo do laboratório na produção de perfis genéticos com qualidade e dentro dos padrões exigidos pela rede nacional. A integração entre os estados fortalece a segurança pública e a identificação de pessoas desaparecidas”, declarou.
Criado em 2006, o LABDNA completará em julho deste ano 20 anos de atividade. A RIBPG, por sua vez, foi instaurada em 2009 com a colaboração inicial de diversos laboratórios estaduais. No Espírito Santo, o BEPG-ES foi formado em 2014, tornando-se parte integrante da rede nacional a partir de então.
Atualmente, o banco é coordenado pela perita oficial criminal Carolina Mayumi Vieira e continua reunindo perfis a partir de materiais coletados em locais de crime, vítimas de violência, pessoas desaparecidas e seus familiares, além de condenados e custodiados, sempre conforme a legislação.
Para mais informações sobre a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, acesse: Rede Integrada de Perfis Genéticos.
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Fonte: Governo ES