Ministro do STF Suspende Retomada do Sistema Sicobe, Instalado para Controle da Produção de Bebidas
Na última sexta-feira (4), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a retomada do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), paralisado desde 2016.
O Sicobe, desenvolvido pela Casa da Moeda e em funcionamento desde 2009, tem como propósito monitorar, em tempo real, todo o processo produtivo de bebidas no Brasil. O sistema é composto por equipamentos instalados em estabelecimentos envasadores de cervejas, refrigerantes e águas, permitindo à Receita Federal não apenas acompanhar a quantidade exata de produtos fabricados, mas também identificar o tipo de produto, embalagem e respectiva marca comercial.
A desativação do Sicobe ocorreu em 2016, quando a Receita Federal alegou que a Casa da Moeda estava desenvolvendo um novo projeto que substituiria o sistema por um custo menor. Contudo, ao analisar um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU), Zanin ponderou os potenciais prejuízos da retomada do sistema. Entre as preocupações levantadas, destacam-se os possíveis impactos fiscais, como o retorno de concessões de créditos presumidos de PIS/Cofins, estimadas em R$ 1,8 bilhão anualmente.
O TCU, na decisão anterior, havia argumentado que a Receita Federal não poderia ter descontinuado o Sicobe através de um ato administrativo, citando a contrariedade aos princípios da legalidade e da hierarquia das normas. Entretanto, Zanin observou que a reintegração do sistema poderia trazer de volta uma “sistemática” que, segundo dados técnicos apresentados, contém falhas e pode comprometer o sistema de fiscalização da Receita, resultando em diminuição na arrecadação.
A suspensão da decisão do TCU gera um novo cenário para o controle da produção de bebidas no Brasil, levantando questões sobre a eficiência e a continuidade das práticas de monitoramento do setor.
[Imagem: Agência Brasil]
Decisão do TCU sobre controle de bebidas é suspensa pelo STF
Fonte: Agencia Brasil.
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