Volume de Serviços no Brasil Registra Queda em Maio de 2026
BRASÍLIA – Em um cenário de oscilações no setor, o volume de serviços no Brasil apresentou um recuo de 0,4% em maio de 2026 em comparação ao mês anterior, após um crescimento de 1,1% em abril. No entanto, o setor ainda se encontra 19,6% acima dos níveis registrados em fevereiro de 2020, pré-pandemia. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE e revelam que, apesar da queda, o volume de serviços permanece apenas 0,5% abaixo do pico histórico alcançado em outubro de 2025.
Crescimento Anual e Acumulado
Na comparação com maio de 2025, o volume de serviços cresceu 0,4%, marcando o 26º resultado positivo consecutivo. No acumulado de janeiro a maio de 2026, a variação foi de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o acumulado nos últimos doze meses atingiu 2,6%, embora tenha mostrado uma desaceleração em relação aos 2,9% observados em abril.
Desempenho Setorial
O mês de maio viu duas das cinco categorias investigadas reportarem quedas:
- Transportes: -1,0%
- Outros serviços: -1,9%
As atividades que se destacaram em crescimento foram os serviços profissionais, que aumentaram em 1,9%, e os serviços prestados às famílias, que subiram em 0,2%. Essas últimas apresentaram um crescimento acumulado de 1,6% entre abril e maio, enquanto os serviços profissionais alcançaram um total de 2,5% no mesmo período. A categoria de informação e comunicação ficou estável, registrando uma variação de 0,0%.
Análise Regional
Regionalmente, a análise de volume de serviços revela que 18 das 27 unidades da federação apresentaram quedas, seguindo a tendência negativa do índice nacional. As principais retrações foram observadas no Paraná (-2,3%), Rio Grande do Sul (-2,0%), Distrito Federal (-1,6%) e Mato Grosso (-2,5%). Em contraste, Rio de Janeiro (1,0%), Bahia (2,2%) e Alagoas (3,6%) registraram os maiores crescimentos.
Impacto das Atividades Turísticas
O setor de atividades turísticas também não escapou da desaceleração, observando um decréscimo de 0,4% em maio, após um notável aumento de 4,1% em abril. Esse segmento opera atualmente 10,8% acima do patamar de fevereiro de 2020, mas 2,5% abaixo do ápice histórico registrado em dezembro de 2024.
Em termos regionais, 13 das 17 unidades pesquisadas registraram baixa nesse segmento, com São Paulo (-0,5%) e Santa Catarina (-2,8%) liderando as quedas. Por outro lado, Minas Gerais (1,4%), Rio de Janeiro (0,1%) e Distrito Federal (0,4%) mostraram resultados positivos.
Transporte de Passageiros e Cargas
O setor de transporte também mostrou sinais de desaceleração, com a categoria de transporte de passageiros caindo 1,3% em maio, após um aumento de 2,6% em abril, e permanecendo 3,0% acima do nível antes da pandemia. Por sua vez, o transporte de cargas caiu 0,2%, acumulando perdas de 1,8% nos últimos três meses.
Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o transporte de passageiros enfrentou uma queda de 8,3%, enquanto o de cargas registrou uma redução de 2,8%.
Conclusão
Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE revelam uma dinâmica complexa no setor de serviços brasileiro, com variações significativas tanto em níveis regionais quanto setoriais. A continuidade do crescimento anual contrasta com as variações negativas observadas em maio de 2026, apresentando um cenário que exigirá atenção e estratégias de adaptação por parte dos profissionais e das empresas do setor.
Volume de serviços recua 0,4% em maio