Taxa de Desocupação e Indicadores do Mercado de Trabalho no Brasil – Trimestre Encerrado em Janeiro de 2026
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados mais recentes sobre o mercado de trabalho brasileiro, referentes ao trimestre encerrado em janeiro de 2026. A taxa de desocupação manteve-se estável em 5,4%, o mesmo percentual observado no trimestre anterior (agosto a outubro de 2025). No entanto, essa taxa apresentou uma redução significativa de 1,1 ponto percentual em comparação com o trimestre do ano anterior (novembro de 2024 a janeiro de 2025), que registrou 6,5%.
Indicadores Principais
Os dados da pesquisa revelam informações adicionais relevantes sobre o panorama do emprego no país:
-
A população desocupada totaliza 5,9 milhões de pessoas, com estabilidade em relação ao trimestre anterior e uma expressiva queda de 17,1% comparada ao mesmo período do ano anterior, que contava com 7,1 milhões de desocupados.
-
O número de pessoas ocupadas chegou a 102,7 milhões, mantendo-se estável no trimestre e apresentando um crescimento anual de 1,7% (mais 1,7 milhões de empregos).
-
O nível de ocupação, que mede a porcentagem de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, registrou 58,7%. Este número se manteve relativamente estável frente ao trimestre anterior (58,8%) e cresce 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior (58,2%).
-
A taxa composta de subutilização, que inclui desocupação, subocupação e pessoas que desejam trabalhar, manteve-se em 13,8%, com uma leve redução no comparativo anual (caiu de 15,5%).
Dados Sobre a Força de Trabalho
A força de trabalho brasileira, que compreende trabalhadores ocupados e desocupados, totalizou 108,5 milhões de pessoas neste trimestre, permanecendo estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025 e apresentando um crescimento de 0,4% (mais 472 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
-
A quantidade de trabalhadores por conta própria se estabilizou em 26,2 milhões, mas cresceu 3,7% ao longo do ano (mais 927 mil pessoas).
-
No setor privado, o número de empregados com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas com um aumento de 2,1% no ano. Já o número de empregados sem carteira permaneceu em 13,4 milhões, sem mudanças.
Rendimento e Informalidade
O rendimento real habitual dos trabalhadores alcançou R$3.652, com um crescimento de 2,8% no trimestre e 5,4% ano a ano. A massa de rendimento real habitual totalizou R$370,3 bilhões, um aumento de 2,9% no trimestre e 7,3% no ano.
A taxa de informalidade se situou em 37,5% da população ocupada, o que representa 38,5 milhões de trabalhadores informais, com uma leve diminuição em relação aos trimestres anteriores.
Conclusão
Os dados evidenciam um cenário de estabilidade na taxa de desocupação e uma leve recuperação em termos de população ocupada. Além disso, o aumento no rendimento real habitual sugere uma melhora nas condições de trabalho para muitas categorias de trabalhadores. A continuidade da análise dos dados será crucial para a compreensão das dinâmicas do mercado de trabalho brasileiro.
Para mais detalhes e contextos, os interessados podem consultar as publicações e séries históricas disponíveis no portal do IBGE.
PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 5,4% e taxa de subutilização é de 13,8% no trimestre encerrado em janeiro