Preços da Indústria Apresentam Nova Queda em Julho de 2026, Segundo IBGE
Em julho de 2026, os preços da indústria sofreram uma redução de 0,83% em relação ao mês anterior, seguindo a tendência de declínio observada em junho, quando a variação foi de -0,81%. Essa sequência de resultados negativos reflete um cenário desafiador para o setor, com 11 das 24 atividades indústrias mostrando quedas nos preços.
De acordo com os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação, compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acumulado do ano até julho chegou a 3,09%, enquanto a variação acumulada em 12 meses se situou em 1,94%. Para comparação, no mesmo período em 2025, a taxa acumulada havia sido de -3,43%.
O IPP avalia os preços de produtos à porta de fábrica, excluindo impostos e fretes, e inclui as principais categorias econômicas. Em julho, o setor de refino de petróleo e biocombustíveis foi o principal responsável pela queda, apresentando uma variação negativa de -5,65%, o que impactou em 0,56 ponto percentual (p.p.) a média da indústria. Outras atividades com desempenho negativo foram o segmento de outros produtos químicos, que variou -4,49%, e a indústria extrativa, com -4,38%.
Variação de Preços
As quatro atividades industriais que mais se destacaram em termos de variação de preços foram:
- Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos: +11,37%
- Refino de Petróleo e Biocombustíveis: -5,65%
- Outros Produtos Químicos: -4,49%
- Indústrias Extrativas: -4,38%
Essas variações refletem movimentos de preços que impactaram diretamente o resultado geral da indústria, com destaque para a alta nos preços de eletrônicos, que é sem precedentes nesta série histórica, e uma queda significativa nos setores de combustíveis e químicos.
Acumulados e Influências
Nos primeiros sete meses de 2026, a variação acumulada de preços em outras áreas foi considerável. Entre as atividades com maiores aumentos, destacaram-se:
- Equipamentos de Informática e Produtos Eletrônicos: +17,56%
- Borracha e Plástico: +14,35%
- Outros Produtos Químicos: +11,51%
- Impressão: +6,68%
Essas categorias apresentaram contribuições significativas para o resultado acumulado, com destaque para outros produtos químicos, que sozinhos contribuíram com 0,89 p.p. para o total da indústria no ano.
No horizonte de 12 meses, o IPP também registrou uma variação de 1,94%. As maiores quedas esse mês em relação a julho do ano anterior foram observadas em alimentos, além das influências do setor de borracha e plástico, equipamentos de informática, e metalurgia na formação desse índice.
Grandes Categorias Econômicas
A análise do comportamento de preços também se estende às grandes categorias econômicas, onde em julho:
- Bens de Capital apresentaram uma variação de +2,75%.
- Bens Intermediários enfrentaram uma queda de -1,83%.
- Bens de Consumo mostraram uma ligeira deflação de -0,10%.
Bens intermediários, que representam 54,10% do índice geral, tiveram a maior influência negativa na queda de 0,83% da indústria, com um impacto de -1,00 p.p.
Desempenhos Específicos
No setor de alimentos, os preços aumentaram 0,12% em julho, mas o acumulado no ano deste setor foi de apenas 0,47%, um contraste significativo com o desempenho negativo do ano anterior, que registrou -7,14%.
Já o setor de refino de petróleo e biocombustíveis passou por seu terceiro mês consecutivo de queda nos preços, com uma variação de -5,65%, levando o acumulado do ano para -0,19%. O desempenho deste setor foi especialmente influenciado por fatores internacionais, refletindo pressões no mercado.
Conjuntura Geral
As flutuações do IPP em julho de 2026 demonstram uma dinâmica complexa no setor industrial brasileiro, marcada por desafios contínuos para a manutenção de preços em um cenário econômico global instável e pressões internas sobre as margens de lucro. O acompanhamento deste indicador é fundamental para entender a saúde econômica das indústrias e suas repercussões futuras sobre a economia como um todo.
Índice de Preços ao Produtor (IPP) é de -0,83% em julho