Dólar em Alta e Ibovespa em Queda Marcam O Dia de Tensão no Mercado Financeiro
Nesta sexta-feira, 17 de outubro, o dólar fechou em leve alta frente ao real, enquanto o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos. O mercado foi impactado por uma intensa escalada nos conflitos do Oriente Médio, ao passo que um sentimento de pessimismo em relação a empresas de inteligência artificial influenciou negativamente as negociações globais.
Tabela Resumida dos Índices
- Dólar à vista: alta de 0,24%, cotado a R$ 5,111.
- Ibovespa: queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos.
- Petróleo Brent: aumento de 4,59%, a US$ 88,10 o barril.
- Petróleo WTI: subida de 4,48%, a US$ 82,49 o barril.
O avanço nos preços do petróleo contribuiu para limitar as perdas da moeda brasileira e sustentou as ações da Petrobras; porém, isso não foi suficiente para evitar a queda do principal índice da B3.
Câmbio e Aversão ao Risco
A alta do dólar refletiu o fortalecimento da moeda norte-americana frente a outras divisas emergentes, em um dia marcado pela aversão ao risco. Com a intensificação dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, houve um aumento na procura por ativos considerados mais seguros, beneficiando o dólar.
A moeda americana alcançou a marca de R$ 5,133 durante a manhã, mas perdeu força ao longo do dia e encerrou a sessão a R$ 5,111, marcando uma leve alta de 0,24%. Na semana, a variação ficou em torno de uma queda de 1% frente ao real. Ao longo de 2026, a moeda acumula uma desvalorização de 6,88%.
Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve um desempenho melhor em comparação a outras moedas emergentes, em parte devido ao aumento nos preços do petróleo, o que melhorou as perspectivas para os termos de troca do Brasil, um importante exportador da commodity.
Perfomance do Mercado de Ações
O Ibovespa se despediu da semana com uma queda sutil de 0,06%, encerrando a sessão em 173.714,08 pontos. Após operar em alta, o índice começou a perder força conforme os juros futuros subiram. As ações de bancos registraram quedas significativas, enquanto as de consumo, construção civil e educação também se destacaram entre as maiores perdas.
Além da tensão geopolítica, os investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira, conforme medido pelo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de maio, junto aos efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A preocupação com a queda das ações de fabricantes de chips e empresas de inteligência artificial gerou um ambiente de migração para ativos de menor risco, ampliando a pressão sobre os mercados globais.
Alta do Petróleo
Os contratos de petróleo registraram uma forte alta devido à intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã, aumentando as preocupações com possíveis interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de exportação de petróleo do mundo.
O barril de petróleo Brent, referência para as operações da Petrobras, teve um avanço de 4,59%, ao final do dia sendo negociado a US$ 88,10. O barril WTI, do Texas, fechou a US$ 82,49, com uma valorização de 4,48%. Ambas as referências acumulam um aumento próximo de 16% na semana, refletindo receios de novos choques de oferta, o que poderá impactar a inflação global.
Fonte: Com informações da Reuters.
Dólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão global
Fonte: Agencia Brasil.
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