Produção de Cereais, Leguminosas e Oleaginosas no Brasil: Expectativa de Crescimento em 2026
Brasília, 2026 – Um incremento de 1,2% na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas está previsto para maio de 2026, atingindo 350,4 milhões de toneladas. Comparado à produção de 2025, que foi de 346,1 milhões de toneladas, este aumento representa um acréscimo de 4,3 milhões de toneladas. A estimativa de abril de 2026 também mostra um crescimento de 0,5%, significando um incremento de 1,7 milhão de toneladas.
A área a ser colhida neste período será de 83,2 milhões de hectares, o que significa um aumento de 2,0% (1,6 milhão de hectares) em relação ao ano anterior. Contudo, na comparação com abril, esta área apresenta uma leve diminuição de 0,1% (110.463 hectares).
Os três principais produtos que compõem este grupo – arroz, milho e soja – somam juntos 92,8% da previsão de produção e ocupam 87,6% da área a ser colhida. A soja, em particular, tem uma estimativa de produção de 174,6 milhões de toneladas. O milho é previsto em 139,4 milhões de toneladas, sendo 29,8 milhões na 1ª safra e 109,6 milhões na 2ª safra, enquanto a produção de arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas.
Comparando com 2025, a soja deve apresentar um crescimento de 5,1%, enquanto o sorgo deve aumentar 3,9%. No entanto, a produção de algodão herbáceo (em caroço) e arroz em casca deve registrar quedas de 8,1% e 11,4%, respectivamente. O milho sofrerá uma redução de 1,7%, mesmo com um aumento na 1ª safra (15,8%) e uma queda na 2ª safra (5,5%).
Observando a distribuição geográfica, o Centro-Oeste lidera a produção com 175,9 milhões de toneladas, representando 50,2% do total. As demais regiões são: Sul com 92,4 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste com 30,8 milhões (8,8%); Nordeste com 29,8 milhões (8,5%); e Norte com 21,5 milhões (6,1%).
Regiões como Sul e Nordeste apresentam variações positivas de 7,1% e 7,5% na produção, enquanto Centro-Oeste, Sudeste e Norte registram decréscimos de 1,5%, 0,9% e 3,8%, respectivamente. Por outro lado, a análise mensal mostra crescimento na produção na região Centro-Oeste (0,8%) e Sul (0,3%), enquanto o Nordeste e Norte apresentam queda.
No que tange a unidades federativas, o Mato Grosso é o principal produtor, detendo 31,0% da produção nacional, seguido pelo Paraná (13,6%), Rio Grande do Sul (10,7%), e Goiás (10,6%). Juntas, essas regiões respondem por 79,7% do total.
Além disso, a produção de algodão herbáceo foi projetada em 9,1 milhões de toneladas, indicando um crescimento de 0,8% em relação ao mês anterior, embora tenha caído 8,1% em relação a 2025. O Mato Grosso, que responde por 68,7% da produção nacional, prevê 6,2 milhões de toneladas.
No setor de café, a produção, que inclui as variedades arábica e canephora, está estimada em 4,0 milhões de toneladas, um aumento de 1,0% em comparação ao mês anterior e 16,0% em relação a 2025. A produção de trigo, por sua vez, estima-se em 7,2 milhões de toneladas, com uma queda de 1,2% em relação ao mês anterior e de 7,8% em comparação com 2025.
No segmento de feijão, a previsão é de 2,8 milhões de toneladas, uma redução de 1,2% em relação ao mês passado e 5,8% em relação ao ano anterior. Minas Gerais ultrapassou o Paraná e se tornou o maior produtor nacional, prevendo-se 531,6 mil toneladas.
Essas informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua série contínua de análises sobre a produção agrícola do Brasil. O cenário evolutivo da produção nacional pode ajudar a orientar políticas agrícolas e decisões de mercado, especialmente em um setor tão estratégico para a economia do país.
Em maio, IBGE prevê safra de 350,4 milhões de toneladas para 2026