Polícia Civil do Espírito Santo Combate Quadrilha de Estelionatários com Operação Miragem
Vila Valério – Na última quinta-feira (16), a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), em uma ação conjunta com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), deflagrou a Operação Miragem, com o intuito de desmantelar uma quadrilha especializada em estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As investigações revelaram que a organização criminosa movimentou cerca de R$ 25 milhões em menos de um ano.
Durante a operação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão. Além disso, bens e contas bancárias dos suspeitos foram bloqueados para garantir o ressarcimento das vítimas. O caso teve início após uma família perder R$ 397 mil em um golpe durante a compra de uma caminhonete, em que os criminosos se passaram por vendedores.
“Esse é um caso de estelionato de alta complexidade, uma evolução do conhecido ‘Golpe do Intermediário’. Os criminosos utilizaram ferramentas de engenharia social para aplicar o golpe”, explicou o delegado Erick Lopes Esteves, titular das Delegacias de Polícia de Jaguaré e Vila Valério.
Os detalhes da operação foram apresentados em uma coletiva de imprensa na sexta-feira (17) na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória. O delegado revelou que os criminosos fraudavam o processo de venda ao simular a liberação de uma carta de crédito do consórcio. Por meio do chamado “sequestro da comunicação”, os golpistas assumiram a identidade dos verdadeiros vendedores.
A investigação também apontou para uma rede estruturada de operadores e beneficiários ilegais localizados no Rio de Janeiro. “Rastreamos o fluxo financeiro e identificamos as contas envolvidas. O esquema exigiu uma investigação técnica e minuciosa”, ressaltou Esteves.
O delegado ainda detalhou como os criminosos enganavam as vítimas. Eles ofereciam uma caminhonete em plataformas digitais por um preço atrativo e alegavam que a venda seria facilitada pelo repasse de uma carta de crédito. Para dar credibilidade à fraude, um dos golpistas se passava por funcionário da administradora do consórcio, orientando a vítima a procurar o veículo em uma concessionária de confiança.
Enquanto isso, os estelionatários utilizavam um número de telefone com a foto do verdadeiro vendedor para simular conversas e obter informações privilegiadas. Quando o criminoso finalmente confirmava que o pagamento tinha sido validado, a vítima realizava as transferências via TED, que totalizavam R$ 397.500,00. A fraude só foi descoberta quando o verdadeiro vendedor contatou a família para cobrar o pagamento.
A PCES continua as investigações, analisando documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos durante as buscas. O objetivo é identificar outros integrantes da rede de lavagem de dinheiro e localizar novas vítimas em todo o território nacional.
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A Polícia Civil do ES desarticulou quadrilha de estelionato que movimentou R$ 25 milhões em operação conjunta com o Rio de Janeiro.
Fonte: Polícia Civil-ES.