Fogo em Terreno Baldio Ameaça Segurança e Biodiversidade em Marataízes
Na manhã de ontem, um incêndio de grandes proporções quase trouxe desastre ao bairro Belvederes em Marataízes, após um morador local iniciar queima de detritos vegetais em terreno baldio. De acordo com a Defesa Civil da cidade, as chamas se alastraram rapidamente, impulsionadas pela vegetação seca e os ventos fortes, o que causou alarde e mobilizou diversas equipes de emergência.
Jones Toledo, coordenador da Defesa Civil em Marataízes, reportou que o incidente começou frente à Escola Maria da Glória Nunes Nemer. Em resposta ao fogo que avançava, a Defesa Civil local agiu prontamente, com suporte posterior da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SEMSUR) e do Corpo de Bombeiros, que enviaram reforços significativos, incluindo um caminhão auto-bomba e um caminhão-pipa.
As equipes enfrentaram dificuldades consideráveis para confinar o fogo e prevenir que as chamas alcançassem residências próximas e especialmente a matinha ao longo da Avenida Domingos Martins, área conhecida pela sua vegetação nativa. Após exaustivas horas de combate, os profissionais conseguiram cessar o avanço do fogo e eliminar completamente as chamas, que chegaram a consumir cerca de 65 mil metros quadrados — aproximadamente nove campos de futebol.
Além de causar o pânico e risco imediato à comunidade, o ato de atear fogo em vegetação seca é listado como crime ambiental, conforme detalha o coordenador Jones Toledo. “É uma prática primitiva e proibida por lei, e além de ser passível de multas, o autor, uma vez identificado, pode responder judicialmente”, explicou. Ele também reforçou o pedido para que a população evite queimar lotes, terrenos ou lixo, dado o alto risco de propagação de incêndios que isso representa.
Na legislação brasileira, o artigo 54 da Lei Federal 9605/98 é claro ao estipular reclusão de um a quatro anos, além de multa, para quem causar poluição que possa trazer danos à saúde humana, matar animais ou destruir a flora significativamente.
A Prefeitura de Marataízes lembra que a limpeza de terrenos deve ser feita de maneira mecânica e que detritos devem ser descartados propriamente. Destaca-se que há uma área destinada a isso em São João do Jaboti, enfatizando a importância de cada cidadão agir como agente fiscalizador da natureza e colaborar com a limpeza pública.
Para mais informações ou para reportar atividades suspeitas, a população pode contatar a Coordenação de Defesa Civil, que está sob a gestão da Secretaria Municipal de Defesa Social e Segurança Patrimonial (SEDESP). Em tempos de seca prolongada, o cuidado e a prevenção são essenciais para garantir a segurança e preservar o ambiente natural de Marataízes.